Atenção!!! O perigo da reposição hormonal inadequada

Atenção!!! O perigo da reposição hormonal inadequada

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Vivemos tempos difíceis na sociedade atual. A velocidade de recebimento de novas informações é instantânea. O volume de notícias e mensagens é gigantesco e chegam por toda parte: papel, televisão, páginas de busca na internet, redes sociais e aplicativos de celulares.

Se por um lado nos tornamos uma sociedade que, cada vez mais ganha peso e torna-se diabética, também é difícil saber o que é “saudável”. “Especialistas” proíbem aleatoriamente a ingestão de glúten e lactose, outras pessoas retiram da dieta todas as proteínas de origem animal, simultaneamente noticia-se que parte dos alimentos vendidos como “orgânicos” no nosso país estão contaminados com agrotóxicos. Os pacientes chegam nos consultórios médicos sem rumo.

As queixas principais são repetitivas: ganho de peso, cansaço, indisposição, falta de energia, memória ruim. Parecia óbvia a explicação: o estilo de vida atual intenso, com alto nível de estresse, alimentação desiquilibrada e falta de atividade física regular. Mesmo assim, as avaliações endocrinológicas eram feitas para descartar doenças subclínicas que pudessem estar ocorrendo. Os exames normais indicavam o caminho a ser percorrido: mudar o estilo de vida! Entretanto, hoje isto não é suficiente.

Precisa haver uma solução “mágica”. Precisa haver um hormônio alterado. Nem que para isso, um “novo ponto de corte” para diagnóstico de doença seja estabelecido por um médico ou por um grupo de médicos, que tenham interesses em criar “doenças” em pacientes hígidos. E um processo cada vez mais frequente tem ocorrido: a prescrição de hormônios por médicos que não são endocrinologistas!

Como exemplo, os pacientes estão chegando nos nossos consultórios, recebendo levotiroxina (manipulada muitas vezes com triiodotironina), com um diagnóstico equivocado de hipotireoidismo subclínico, feito com TSH < 2,0 mU/L. Outros têm o seu diagnóstico realizado a partir da análise inadequada de T3 total, T3 livre ou T3 reverso. Ou seja, pacientes eutiroideanos que recebem hormônio tiroideano indevidamente.

Em todo mundo, o uso de testosterona em homens eugonádicos tem aumentado muito. Este perigoso fenômeno vinha sendo identificado nos Estados Unidos da América nos últimos anos, mas agora também está evidente aqui no Brasil.

Basta haver sintomas de queda de libido ou de cansaço, que existe algum médico prescritor de hormônios para dar a receita (mesmo sem avaliar adequadamente exames complementares) e dizer que faz uma “Medicina Moderna”.
Paralelamente, o uso de testosterona em mulheres, que tem uma indicação ainda mais restrita, cresce absurdamente. Aqui, a motivação parece ser estética na maioria dos casos: diminuir gordura, aumentar musculatura, ficar com um corpo “escultural”. Porém, quase sempre, acompanhado por uma masculinização ou por diversos efeitos adversos.

Fonte: SBEM

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