A obesidade

A obesidade

obesidade

Definição e riscos

A obesidade é o aumento excessivo do tecido adiposo gerando ganho de peso. Pessoas com IMC (índice de massa corporal) acima de 30 já são obesos. Os graus de obesidade variam com o IMC, sendo obesidade grau 1 IMC de 30 a 35, grau2 de 35 a 40 e grau 3 / obesidade mórbida acima de 40. As doenças relacionadas com a obesidade são: diabetes, dislipidemia (colesterol aumentado), doenças cardiovasculares, doenças respiratórias e doenças articulares.

Tratamentos

Os fatores que levam ao desenvolvimento da obesidade ainda não estão totalmente esclarecidos, mas envolvem questões genéticas, fisiológicas, metabólicas comportamentais e sociais.
A obesidade está associada a várias comorbidades tais como: hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo II, insuficiência coronariana, infarto agudo do miocárdio, dislipidemia, apneia do sono e o câncer. Além do mais, pessoas obesas frequentemente apresentam baixa autoestima levando a retração social, o que pode trazer consequências psicológicas a longo prazo.

A Obesidade

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que no Brasil, no ano de 2015, 63,4% da população terá sobrepeso e 24,1% será obesa,. Essa organização relata ainda que há no mundo mais de 1 bilhão de pessoas com sobrepeso e 300 milhões com obesidade mórbida.

Atualmente a obesidade, por ser uma doença crônica, deve ser tratada como tal, onde a adesão do paciente e o seguimento com profissionais de saúde deve permanecer mesmo após atingir a meta do peso ideal. Segundo o American College of Phisicans esse tratamento deve sempre incluir mudanças no estilo de vida assim como mudanças comportamentais, sendo a dieta e o exercício físico as principais modalidades terapêuticas. O uso de agentes farmacológicos, ditos antiobesidade, também tem seu lugar no arsenal do tratamento clínico, mas só se justifica como um incremento na adesão de mudanças alimentares e de atividade física. Sabe-se que o uso isolado destas drogas não cura a obesidade, pois quando descontinuado ocorre o reganho de peso.

Atualmente é enfatizado o papel do tratamento psicológico no combate à obesidade, pois estudos apontam que há evidências na inter-relação entre a obesidade e a depressão. Jovens depressivos teriam um “alentecimento” psicomotor; o que repercute sobre a atividade física e consequentemente reflete no ganho ponderal. Em 2003, Dixion et al também analisaram que a perda de peso, de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, esteve associada a uma queda significativa nos escores do Beck Depression Inventory Manual (BDI)- instrumento utilizado para medir a severidade de episódios depressivos.

Embora haja perda de peso com medidas conservadoras, apenas 5-10% desta população mantém o peso magro a longo prazo. Neste sentido, com o intuito de ajudar no emagrecimento e na manutenção do peso magro a longo prazo, passou-se a considerar a cirurgia bariátrica como modalidade terapêutica alternativa para indivíduos com IMC > 40kg/m2 ou IMC maior ou igual a 35Kg/m2 associado a comorbidades.

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